O 2º DIA NO SAMBÓDROMO DO CARNAVAL 2018 EM SP

Belíssimo desfile de 7 escolas no segundo dia de carnaval de SP
X- 9 PAULISTANA
Carro de protesto contra a corrupção dos políticos brasileiros
O segundo dia dos desfiles das escolas de samba em São Paulo começou com a tradicional X-9 Paulistana e um enredo repleto de ditados populares.
Batizado de A Voz do Samba é a Voz de Deus. Depois da Tempestade Vem a Bonança!, o samba-enredo abriu a noite com uma letra otimista e um tom de fé religiosa.
Juju Salimeni, que estreou à frente da bateria da escola, substituindo a colega de músculos Gracyanne Barbosa.
Tarine Lopes, Musa da X-9,  passou boa parte do desfile segurando o tapa-sexo que caiu durante o trajeto, problema que deve custar pontos na apuração.
IMPÉRIO DA CASA VERDE
 Império de Casa Verde, a segunda a desfilar nesta noite em São Paulo, levou “paneleiros” para o Sambódromo do Anhembi e convocou o público a ir para a rua para pedir igualdade.
 Império da Casa Verde, com o enredo O Povo, a Nobreza Real. Inspirado pela Revolução Francesa, o grupo criticou a corrupção e a desigualdade social.
“Quem sou eu na ‘selva de poder’? Mais um ‘bobo da corte’ a padecer/ Sem desfrutar da riqueza/ Que a realeza tem pra oferecer/ No ‘Reino das Regalias’/ A poesia é nossa arma pra lutar/ Contra o carrasco da injustiça”, diz o início do samba entoado pela bateria.
 
MOCIDADE ALEGRE
Alcione foi homenageada pela Mocidade Alegre, com o tema:
A Voz Marrom que Não Deixa o Samba Morrer.
A cantora soltou a voz logo na abertura da apresentação, puxando o enredo. As letras românticas, o amor pelo samba e sua origem em São Luis, Maranhão, foram enfatizados pela escola.
Embora tenha nascido no Maranhão, terra do bumba-meu-boi e do tambor de crioula, Alcione caiu bem no samba quando veio em 1968 para a cidade do Rio de Janeiro (RJ) tentar a carreira de cantora. Alcione não somente caiu no samba em si, ritmo dominante em boa parte da discografia plural da intérprete, como entrou numa escola de samba.
O elo da Marrom com a carioquíssima Mangueira é tão forte que causa estranheza a escola verde-e-rosa nunca ter desfilado com um enredo em tributo a essa artista que tanto tem divulgado a agremiação ao longo desses 50 anos de Rio. Inclusive com o engajamento público em relevantes projetos sociais como Mangueira do Amanhã, celeiro de formação de ritmistas mirins na comunidade da escola.

  Lúcio Matias desfila pela Mocidade Alegre e se destaca no carnaval de SP

VAI- VAI
Vai-Vai foi a quarta escola a se apresentar na madrugada desde domingo (11) e envolveu o público do Anhembi com um belo desfile em homenagem ao cantor Gilberto Gil.
Para contar a trajetória de Gilberto Gil, escola montou alas temáticas de acordo com composições dele, como “Punk da Periferia”, “Se eu puder falar com Deus” e “Refazenda”. O samba-enredo criado com versos do cantor ficou poderoso e pegou.
A cantora Grazzi Brasil foi intérprete da escola, sendo a primeira mulher a empunhar o microfone principal da Vai-Vai. Também puxou o samba o cantor Belo, que estreou na escola.
GAVIÕES DA FIEL
Celebrando a cultura indígena, a Gaviões da Fiel escolheu como tema a história dos índios Guarus, que habitavam a cidade de Guarulhos, em São Paulo.
Quem chamou a atenção foi Sabrina Sato, que desfilou de fantasia minúscula e um pesado adereço nas costas, feito de plástico e ferro.
DRAGÕES DA REAL
 Dragões da Real passa pelo sambódromo com frases de famosas composições sertanejas, como Evidências e Romaria, em um tributo ao gênero musical, sendo Sérgio reis o homenageado.
Membros da escola de Samba Dragões da Real desfilam vestidos como vaqueiros
Sergio Reis se emocionou durante o desfile em que recebeu homenagem
A cantora Roberta Miranda foi um dos destaques da escola Dragões da Real ganhou o posto de embaixadora do enredo da Dragões da Real, sobre a música caipira. E com a autoridade de quem milita há 31 anos como uma das representantes femininas mais famosas do gênero, ela comentou sobre a mudança de discurso das mulheres nas músicas sertanejas.
A vida do Caipira foi o tema central da Dragões da Real
UNIDOS DE VILA MARIA

Unidos de Vila Maria

A Unidos de Vila Maria fechou o carnaval de São Paulo cantando o México e os personagens de “Chaves” e “Chapolin”, criados por Roberto Bolaños (1929-2014).
Os 280 membros da bateria estavam vestidos de Chaves, e outra ala lembrou Dona Florinda, Quico, Seu Madruga, professor Girafales e Dona Clotilde.
Além dos seriados mexicanos, ícones como a pintora Frida Kahlo (lembrada pelas baianas) e os mariachis tiveram destaque. A escola da Zona Norte começou seu desfile mostrando o México como “berço das civilizações maia e asteca”; depois, festividades típicas do país apareceram nas alegorias, como a Procissão da Virgem Guadalupe, a Festa da Independência e o Dia dos Mortos.
Após sua saia cair, a primeira porta-bandeira, Laís, sambou  com um pano amarrado à cintura. A escola pode perder pontos.
O segundo casal de mestre-sala e porta-bandeira (Bruno e Jéssica) foi promovido ao posto principal
                Dani Bolina, a madrinha de bateria da Unidos de Vila Maria
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