ABIME repudia agressões aos jornalistas em São Paulo durante depoimento de Lula

ABIME- Associação Brasileira de Imprensa de Mídia Eletrônica repudia a agressão aos  jornalistas e  equipamentos quebrados, enquanto Lula fazia depoimento à Polícia Federal.                                                                                                                                                         Equipes que trabalhavam na cobertura do depoimento do ex-presidente Lula foram hostilizadas nesta sexta-feira , 4 de março.3814730221-videos-mostram-casos-de-agressao-em-meio-protestos-favor-de-lulaA condução coercitiva feita com Lula na manhã desta sexta-feira (04) começa a se refletir nas ruas, onde pessoas têm se manifestado contra e a favor do ex-presidente. Em duas delas, houve confrontos.Um grupo de manifestantes cercou os repórteres Renato Biazzi e Davi Irikura em frente ao aeroporto de Congonhas.Os dois se afastaram por alguns metros e quando tentaram voltar ao trabalho foram xingados.A repórter Mayara Teixeira, do Profissão Repórter, fazia algumas entrevistas em frente ao diretório do Partido dos trabalhadores, quando uma mulher pediu que ela se identificasse. Ao dizer que era do Profissão Repórter, programa da TV Globo, um grupo tentou arrancar a câmera, mas Mayara conseguiu sair, ajudada por militantes.   Aos gritos, manifestantes interromperam a entrevista que o ex-ministro Gilberto Carvalho dava aos jornalistas da GloboNews Gabriel Prado e Nilson Modesto na chegada ao diretório. Eles não conseguiram terminar a entrevista.                                                                                                                                                                                                                                 E os jornalistas Roberto Kovalick e Marco Antonio Gonçalves foram xingados em frente à casa do ex-presidente Lula, em  frente a casa de Lula  em São Bernardo. A polícia precisou afastar os dois manifestantes.Uma equipe da Band também foi agredida por manifestantes.

Manifestantes protestam contra o ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em frente à Polícia Federal no Aeroporto de Congonhas, Zona Sul de São Paulo (SP), na manhã desta sexta-feira (4)

O Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul da capital paulista, foi alvo de protesto nesta sexta-feira. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi levado para a base da Polícia Federal no aeroporto para prestar depoimento. O petista é alvo de um mandado de condução coercitiva expedido na 24ª da Operação Lava Jato, que fez também devassas no apartamento de Lula em São Bernardo, na sede do Instituto Lula e em outros endereços ligados ao petista, como o sítio em Atibaia e o tríplex no Guarujá.

Manifestantes se reuniram em frente à base da PF e gritam palavras de ordem, como ‘Nossa bandeira jamais será vermelha’. Apenas uma pessoa havia aparecido para defender Lula: o ex-deputado e mensaleiro Professor Luizinho. Pouco depois, chegou o deputado estadual Devanir Ribeiro, que empurrou um cinegrafista, provocando tumulto. Ele precisou sair escoltado pelos seguranças do aeroporto.

Também está presente o vereador de São Paulo pelo PCdoB Jamil Murad.Militantes do PT só chegaram ao local por volta das 11 horas, também entoando palavras de ordem e gritos como: “Lula, guerreiro do povo brasileiro”. Houve princípio de confusão entre os dois grupos, que foram isolados pela Polícia Militar. Do site de Veja

Lula, no banco de trás, é conduzido preso no camburão da Polícia Federal. Foto: O Antagonista
MANOBRAS E AMEAÇAS DO PT NÃO INTIMIDARAM A POLÍCIA FEDERAL
Um dia depois de o governo Dilma Rousseff ter sido atingido pela delação premiada do senador Delcídio do Amaral, a Polícia Federal fechou o cerco contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O petista é alvo de um mandado de condução coercitiva expedido pelo juiz federal Sérgio Moro na 24 ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada na manhã desta sexta-feira.
Lula é investigado por suspeita de ter recebido vantagens indevidas durante o mandato. Na 24ª fase da Lava Jato, batizada de Aletheia, as suspeitas são de que o sítio Santa Bárbara, utilizado pelo ex-presidente e pelos familiares em Atibaia (SP), tenha sido comprado e reformado com dinheiro de empreiteiras envolvidas no cartel da Petrobras. O petista foi levado pouco depois das 7 horas da manhã no cumprimento do mandado de condução coercitiva. Por questões de segurança, o local do depoimento de Lula não será confirmado por ora.
A nova fase da operação mostra que a Polícia Federal não se intimidou com a ameaça feita pelo governo Dilma ao trocar o comando do Ministério da Justiça. Wellington César assumiu o cargo nesta quinta-feira no lugar de José Eduardo Cardozo, que reclamava de tentativas de interferência de setores do PT para que barrasse as investigações da força-tarefa da Lava Jato, que se aproximavam perigosamente do ex-presidente.
 Quando Lula deixou o governo, em 2011, seus pertences e de seus familiares foram levados para o sítio de Atibaia, como mostram documentos e um testemunho obtidos por VEJA. Arquivadas na Presidência da República, as ordens de serviço e notas fiscais de uma das transportadoras pagas pelo governo para fazer o trabalho mostram que a mudança de Lula foi levada de Brasília para ao menos três endereços em São Paulo: o apartamento do ex-presidente em São Bernardo do Campo, um depósito na capital paulista e o sítio em Atibaia.
Nesta 24ª fase da Operação Lava Jato, há mandado de condução coercitiva também contra o atual presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto. Não há mandado de condução coercitiva contra a ex-primeira-dama Marisa Letícia. Os pedidos do Ministério Público para deflagrar a fase ostensiva da 24ª fase foram feitos nos dias 20 e 22 de fevereiro.
A PF cumpre ao todo 44 ordens de Sérgio Moro: onze conduções coercitivas e 33 mandados de busca e apreensão em endereços relacionados ao petista, como o próprio Instituto Lula e imóveis em São Bernardo do Campo, cidade onde mora o ex-presidente, Atibaia e Guarujá (SP), onde o petista e a mulher tiveram um tríplex reformado pela OAS.
A PF informou que investiga crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no âmbito da Lava Jato. Também há mandados judiciais em Salvador, Rio de Janeiro, além de Diadema, Santo André e Manduri, todas em São Paulo.
Ao longo da semana, para tentar conter a sangria em sua imagem política, Lula recorreu ao Tribunal de Justiça de São Paulo e obteve um habeas corpus para evitar que fosse levado contra vontade a depor no inquérito que o Ministério Público de São Paulo abriu para apurar a transferência de empreendimentos da cooperativa Bancoop para a OAS, entre eles o tríplex reformado ao gosto de Marisa Letícia. O promotor responsável pelo caso, Cássio Conserino, disse que já tem elementos para denunciá-los por ocultação de patrimônio, conforme revelou VEJA.
Em Curitiba (PR), sede da Lava Jato, o foco são suspeitas de vantagens indevidas de empreiteiras ao petista. No Judiciário, o ex-presidente tenta falsamente associar as investigações ao que considera um “achincalhamento público” de sua imagem, embora os procuradores da força-tarefa da Lava Jato tenham recolhido indícios suficientes contra ele.
No final de janeiro, a 22ª etapa da operação, batizada de Triplo X, já havia atingido o petista. Na época, o Ministério Público Federal anunciou uma varredura em todos os apartamentos do condomínio Solaris, em Guarujá, onde a enrolada empreiteira OAS, investigada por participar do petrolão, assumiu a construção dos imóveis por causa das fraudes na Bancoop, que é ligada ao PT. A cooperativa deu calote em seus associados enquanto desviava recursos para os cofres do PT, quebrou em 2006 e deixou quase 3 000 famílias sem seus imóveis, enquanto petistas graúdos, como o ex-presidente Lula, receberam seus apartamentos. Embora oficialmente a fase estivesse focada nas atividades criminosas do escritório de São Paulo da empresa Mossack Fonseca, que providenciava a abertura de offshores e tinha contas no exterior para esquemas de lavagem de dinheiro, a relação do ex-presidente Lula e de seus familiares com um tríplex reservado a eles pela construtora OAS também era investigada pela Polícia Federal e pelos procuradores da Lava Jato.
O relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Teori Zavascki.
O relator da Lava-Jato no STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Teori Zavascki, vai homologar nos próximos dias a delação de Delcídio do Amaral (PT-SP).
O vazamento do teor da delação, que deixou o ministro extremamente contrariado, não impedirá a validação dos depoimentos, sobre os quais ele já tinha sido informado.
Na delação, entre outras revelações bombásticas, o senador disse que Dilma fez nomeações para tribunais superiores, sobretudo para o STJ (Superior Tribunal de Justiça), para tentar ajudar na soltura de presos na Lava-Jato. Também acusou o ex-presidente Lula de comandar a operação para evitar que Nestor Cerveró fizesse delação premiada — que culminou com a prisão de Delcídio.
Teori conversou com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, sobre o vazamento antes da sessão que tornou réu o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
O relator defende que se investigue o vazamento da delação, mas nem cogitou a hipótese de deixar de homologá-la por isso.

 A comoção provocada pela “bomba” da revista IstoÉ emudeceu os principais líderes do PT, ontem, por uma simples razão: todos sabem que o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) não mentiu. Parlamentares e jornalistas que cobrem o Congresso conhecem quase todas as histórias contadas pelo senador. Histórias que apenas aguardavam que as assumisse alguém com a confiabilidade de um Líder do Governo.

As revelações de Delcídio provocaram reação espalhafatosa de Dilma, que gritou e até chorou, em reunião com ministros mais íntimos.
O desespero de Dilma passou a impressão a Jaques Wagner e José Eduardo Cardozo e assessores que seu governo chegara ao fim.
Do tipo “boa vida”, Jaques Wagner foi o mais afetado pela reação de Dilma. Apareceu descabelado diante de repórteres atacando Delcídio.
O pânico voltou a se estabelecer no Planalto no final da tarde, quando fontes do Ministério Público confirmaram a autenticidade da delação.
DELAÇÃO É AUTÊNTICA
A Procuradoria Geral da República confirmou na tarde desta quinta (3) a autenticidade da delação premiada do senador e ex-líder do governo Delcídio do Amaral (PT-MS), revelada pela revista IstoÉ. O advogado do senador e setores governistas colocavam em dúvida a autencidade do documento divulgado.
A confirmação de alta fonte da PGR foi feita à rádio BandNews FM. De acordo com reportagem de IstoÉ, Delcídio revelou que o ex-presidente Lula foi o mentor da reunião em que ele ofereceu dinhero e fuga aoex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, em troca do seu silêncio. Contou também que a presidente Dilma Rousseff tentou interferir nas investigações da Operação Lava Jato.
Dilma também sempre soube das negociações para a compra superfaturada da refinaria de Pasadena, quando presidia o Conselho de Administração da Petrobras.
Delcídio foi preso no dia 25 de novembro após gravação revelar esquema de fuga do País de Nestor Cerveró proposto pelo parlamentar para evitar a delação do ex-diretor da Petrobras. No áudio, o senador propõe ainda uma mesada de R$ 50 mil mensais. Há pouco mais de uma semana, o petista deixou a prisão. Informações do site Diário do Poder e Coluna Cláudio Humberto
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *